Dizem que estão faltando projetos que levem, por exemplo, a carne ovina à mesa do consumidor em maior quantidade ou mesmo em valores mais adequados à realidade do bolso da maioria dos brasileiros. E, novamente, neste momento, me pedem para que a ARCO tome uma atitude para organizar este processo.
Já dissemos em momentos anteriores que a ARCO tem projetos e está executando-os, em nível nacional. É o caso do Carne de Qualidade, realizado em parceria com o Senar/RS, o SEBRAE e a nossa entidade. Um projeto piloto que reúne todos os componentes da cadeia, colocando a carne em estabelecimentos comerciais de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Mas quero aproveitar este tema para lançar bem mais uma reflexão e uma proposição do que um olhar crítico. Tenho lido em diversas publicações especializadas ou mesmo em jornais diários, notícias sobre produtores ou empresários que criam projetos de produção de ovinos com o objetivo de atender ao mercado de consumo deste produto. Fico feliz com isto porque são exemplos de pessoas que tomaram a atitude e enfrentaram todas as adversidades para conquistarem um espaço neste mercado. E, de uma certa forma, eles acabam aumentando o interesse de outros pela ovinocultura.
E quando junto as solicitações dos criadores com estes exemplos, uma idéia me ocorre de pronto. Tenho me reunido com as Associações Estaduais de Criadores, nossas afiliadas, para tratarmos de assuntos diversos. E nestes fóruns são recorrentes as solicitações destas entidades por ações que possam trazer mais para perto delas, os criadores dos seus estados e seus associados, a fim de que participem mais das atividades que elas propõem.
Pois é aí que vem minha proposição. Creio que as Associações Estaduais, podem e devem exercer um papel bem mais pró ativo, com proposições e ações que tragam para si, o interesse dos criadores e resultem em novos sócios.
Creio que se a ARCO está realizando projetos em nível nacional, com o objetivo de movimentar a cadeia produtiva da ovinocultura, os representantes estaduais poderiam fazer o mesmo, em nível local, buscando recursos e realizando concretamente projetos que tragam benefícios a todos os criadores de ovinos. Quem sabe tomem para si, a tarefa de serem os ponteiros (o animal que puxa o rebanho) para desencadearem uma reação de todos no sentido de organizar grupos de produtores em projetos de produção de carne, lã, pele e outros produtos? Porque se em minhas conversas vejo que os criadores estão clamando para que alguém os guie por um caminho, quem melhor para fazer isto do que as Associações Estaduais, que vivem a realidade local e conhecem os representantes governamentais que podem auxiliar a concretizar o projeto?
Creio e vejo desta forma. Os ovinocultores estão maduros, sedentos por terem alguém que os oriente ou os ajude a se organizarem em um projeto. As associações são seus representantes nos Estados. Porque não juntar uma vontade com a outra e, unidos, realizarem um trabalho cujo fruto, todos vão usufruir?
E este é o momento. Nunca a ovinocultura esteve tão em destaque como agora. E precisamos aproveitar o momento para crescermos enquanto atividade econômica. Precisamos aumentar o rebanho e projetar, como objetivo, que o brasileiro consuma, pelo menos uma vez por semana, a carne que produzimos. Pois isto movimenta a todo o setor e muitos vão ganhar com isto. E quem pode começar tudo isto? As associações estaduais de criadores. E então, quem vai ser o ponteiro?
Helio Cabral Junior
Governador Valadares - Minas Gerais - OUTRA
postado em 04/09/2008
Situação interessante! Me faz lembrar de um bom seriado de comédia/ação sobre o teatro de operações na indochina, durante a guerra do vietnã; o seriado em questão era o MASH, uma sátira da guerra.
Em dado episódio, em meio ao caos na frente de batalha, com falhas significativas de comunicação, logistica e tática, o comandante do regimento dos Rangers havia decidido ir em uma missão de reconhecimento junto ao pelotão "alfa"de batedores.
Indignado com a situação do virtual caos, ele liga para o acampamento base e é atendido pelo ajudante de ordens, cabo "Radar", um atrapalhado mas espirituoso "faz tudo".
O coronel exaltado e nervoso esquece de se identificar e então cobra do pobre "Radar" dados como a localização do inimigo, número de suas tropas, capacidade ofenciva, etc, e também informação sobre planos táticos de organização de contra-ataques, assim como uma atitude mais incisiva e atuante dos tenentes responsáveis pelos pelotões daquela unidade.
Atônito por não saber o que dizer já que não dispunha de tais informações, o espirituoso "Radar" retruca a seu interlocutor: "Calma, o senhor ligou para o local errado pois aqui estamos no acampamento base em meio as ações de combate, fazendo de tudo para sobrevivermos aos ataques dos VC´s ( vietcongs ), mas vou repassá-lo diretamente ao coronel Baxter responsável pelo Comando tático e de inteligência dos Rangers, que por sinal está em uma posição privilegiada para lhe dar uma solução para suas indagações de vez que está pessoalmente com o pelotão de reconhecimento "alfa" e deve ter todas as respostas e com certeza tomará a iniciativa e a liderança das contra-medidas ofensivas! Cabo "Radar" desliga, câmbio!"